
A felicidade se tornou a disciplina mais desejada nas universidades norte-americanas, sendo uma tendência mundial, também faz parte da grade curricular de algumas faculdades do Brasil, como, por exemplo, a Universidade de Brasília (UnB). Segundo as reportagens e os folders da universidade, não há pré-requisitos para cursar a disciplina da felicidade, basta estar cursando graduação em qualquer curso da Universidade de Brasília. O foco da disciplina é promover autoconhecimento, trabalhar a prática de bons hábitos, como a gratidão, proporcionar debates, leituras, questionários, trabalhos de pesquisas, provas escritas e vivências. As aulas têm o intuito de ensinar a ter uma vida mais feliz e menos estressante utilizando-se da descoberta da Psicologia Positiva. As aulas fazem sucesso e são inspiradas em matéria de extremo sucesso ofertada nas universidades norte-americanas de Harvard e Yale.
Por que as universidades estão adotando a disciplina da felicidade? Porque querem o bem-estar dos seus alunos. Quando a pessoa consegue ser feliz, ela muda o seu estado mental e tudo se transforma ao seu redor. Ela fica perceptiva, focada, corajosa, tem objetivos claros, projetos de vida, sabe tomar decisões, aprende o valor da resiliência. O bom da história é que as pessoas felizes ficam mais bonitas e educadas porque desenvolvem o bom humor e, geralmente, são muito queridas e apreciadas pelas outras. Dizem que as pessoas felizes têm o seu charme, o seu diferencial e ainda têm o seu toque de magia. Qual é a melhor opção, é conviver com uma pessoa feliz ou com uma infeliz, amarga, mal-humorada e estressada?
Registram-se, no decorrer das páginas deste livro, alguns artigos que fundamentam que a pessoa pode ampliar ou diminuir os seus níveis de felicidade conforme seus hábitos, pode promover uma melhor qualidade de vida, melhorar a saúde emocional, psicológica, mental e física, entre outros tantos benefícios, cultivando atitudes assertivas e trabalhando os seus comportamentos.
Foi publicada uma entrevista no jornal The New York Times e depois replicado o mesmo conteúdo e em diversos sites. A entrevista da Laurie Santos, professora de psicologia da Universidade de Yale, responsável pelo curso de Felicidade, diz que a nova disciplina tem o interesse de ensinar os alunos a aprender a conquistar a felicidade individual e coletiva: “[…] esta nova disciplina pode mudar a cultura da universidade, criando um ambiente de maior conexão social, gratidão, reforço de bons hábitos e menos procrastinação”.
Segundo Laurie Santos, a felicidade não é ter sorte, ter dinheiro, poder nem algo que simplesmente acontece, mas algo que precisa ser praticado, trabalhado e muito. Para ser feliz é preciso reprogramar os hábitos, desenvolver o autoconhecimento, colocar esforço numa vida mais satisfatória, mais compensadora…
Segundo a psicóloga, existem exercícios simples e tarefas práticas que são fáceis de executar e dão um resultado fantástico. “Uma das tarefas, por exemplo, é escrever todos os dias um diário de gratidão”. Algo que já é ensinado pela maioria dos coaches, motivadores, terapeutas e psicólogos: “Os alunos têm que ir completando uma série de atividades e tarefas para ter uma vida mais feliz, saudável e produtiva. Um dos desafios é conseguir dormir mais e melhor. Outra é meditar”.As práticas meditativas são ações já bastante divulgadas pela ciência, uma técnica milenar que tem origem nas culturas orientais. Estar mais tempo com a família e os amigos. Valorizar a qualidade do tempo que está com essas pessoas. Diminuir o tempo gasto com as redes sociais, televisão, receber pessoas, visitar os amigos e sair com eles, viajar, ler… Praticar o convívio social – são ensinamentos de Laurie Santos. Essa é uma das práticas que a autora deste livro exerce como um dos cuidados da manutenção da sua felicidade.
As pessoas que desejam e querem aprender como ser feliz têm como objetivo melhorar a saúde mental, psicológica, emocional e, como consequência, a saúde física, proporcionando uma melhor qualidade de vida em todos os aspectos. A maior especialista em felicidade, Laurie Santos concedeu uma entrevista à revista Veja, no dia 30 de março de 2022, número na qual comentou que “a conexão social é um fator primordial para melhorar o seu nível de felicidade”. Interagir com pessoas, até mesmo com estranhos, faz bem para o seu humor. Falou que “é essencial saber se observar, perceber sintomas que ao longo do trabalho, ao executar as tarefas diárias e ao enfrentar os desafios da vida, vão surgindo e procurar dar um tempo antes de entrar num estado de burnout” (6).
Segundo a Universidade de Brasília, a nova disciplina não ensinará a fórmula ou a receita mágica para a felicidade, porque a felicidade é algo que se constrói todos os dias. Isso contribui com a tese deste livro, que a felicidade é uma construção diária e permanente. O foco desse novo conteúdo das universidades será autoconhecimento, afeto, cuidado, solidariedade, respeito às diferenças e diálogos. Ensinam a criar hábitos melhores.
Na Universidade Feevale é oferecida a disciplina da Felicidade como optativa e está disponível em todos os cursos de graduação. A instituição de ensino explica que não é um conteúdo de autoajuda, coach ou aprendizagens de fórmulas mágicas de felicidade. Segundo o professor Grabowski, da Universidade Feevale:
É um estudo sério, com bases filosóficas e científicas. Praticaremos conversações sobre a vida e a melhor maneira de viver. Temos a responsabilidade de nunca enganar, alienar ou negar ferramentas de leitura do mundo que vivemos. Estamos inseridos em sociedades cada vez mais complexas, que não entregam o que prometem e frustram as expectativas dos acadêmicos.
https://noticias.unb.br/67-ensino/2392-felicidade-se-estuda-na-faculdade.
https://positivepsychology.com/harvards-1504-positive-psychology-course/
https://news.yale.edu/2018/02/20/yales-most-popular-class-ever-be-available-coursera
